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27/05/2026 - Egressa da primeira turma participa de diagnóstico raro no Reino Unido
A médica egressa da primeira turma da FACISB, Maiara Silva Tramonte, participou recentemente de um caso de grande repercussão nacional, divulgado pelo portal g1. Neurologista e paliativista, Maiara atua em Curitiba e é docente na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e na Faculdade Pequeno Príncipe. Chegou ao caso por indicação de uma aluna e, por meio de teleconsulta, foi responsável pelo diagnóstico de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) em um paciente inglês,”, após a hipótese ter sido anteriormente descartada pelo sistema de saúde britânico.
Mais do que o desafio técnico, a médica destaca o impacto humano vivido ao longo do acompanhamento.
“Alguns pacientes que cruzam nosso caminho deixam marcas muito profundas, e este certamente tem sido um deles. O que mais me marcou não foi apenas o desafio médico envolvido, mas a forma como eles têm enfrentado uma situação tão difícil, com muito amor, união e coragem. É um privilégio ser convidada a participar de histórias assim e carregar comigo um pouco de cada uma dessas pessoas tão especiais”, relata.
Segundo ela, o caso reforçou um princípio fundamental da prática médica: a importância da escuta atenta ao paciente e à família.
“O raciocínio clínico e o conhecimento técnico são fundamentais, mas esse caso reforçou algo que acredito profundamente: ouvir o paciente e a família faz parte do processo diagnóstico. Muitas vezes, informações importantes surgem justamente dessa escuta atenta”, afirma.
A médica também relaciona essa vivência à formação recebida durante a graduação na FACISB, especialmente ao olhar humanizado construído ao longo do curso.
“Passei os seis anos da graduação entrando nas dependências da faculdade e vendo uma frase do Dr. Paulo Prata estampada na parede: ‘Não há remédio que faça efeito sem que primeiro se restabeleça a dignidade humana.’ Na época eu entendia a importância daquela mensagem, mas hoje compreendo profundamente o quanto ela é verdadeira.”
Para ela, a Medicina exige não apenas domínio técnico, mas também empatia, comunicação e sensibilidade.
“O conhecimento técnico é indispensável, mas sozinho não é suficiente. Comunicação, empatia, sensibilidade e respeito são habilidades essenciais. Afinal, cuidamos de pessoas, e não apenas de doenças.”
Ao falar sobre o propósito da profissão, a médica destaca que o cuidado vai além do diagnóstico e do tratamento.
“Esse caso reforçou algo que aprendo desde a graduação e que tem me acompanhado durante toda a minha formação como neurologista e paliativista: sempre há algo a ser feito quando o foco está na pessoa, e não apenas na doença.”
Ela ainda deixa uma mensagem aos estudantes de Medicina que estão em formação:
“Ouçam seus pacientes. Estejam verdadeiramente presentes durante a consulta, prestem atenção ao que está sendo dito e validem os sentimentos de quem está à sua frente. Muitas vezes, aquele encontro foi aguardado por meses ou até anos.”
A trajetória da egressa representa não apenas um reconhecimento profissional, mas também a continuidade de valores que fazem parte da formação médica construída na FACISB: excelência técnica aliada ao cuidado humanizado.
Saiba mais: Acesse a notícia no G1








